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sábado, 10 de março de 2012

Fringe - Imagine as impossibilidades


Uma das séries que me tem dado mais prazer (no pun intended) nos últimos tempos é Fringe. Não sou particularmente fã de ficção científica e ganhei uma espécie de ódio de estimação pelo J.J. Abrams depois de um par de temporadas de Lost pelo que Fringe nunca me despertou nenhum interesse. Isto até um amigo me informar que estava a perder uma das melhores séries de sempre. Pouco tempo depois a Fox começou a exibir Fringe a partir do princípio e já que não estava a dar mais nada... e ninguém me viu durante quase uma semana.

Para parafrasear uma das deixas da série, dizer que Fringe é viciante é como dizer que sou bípede. A forma como os episódios estão estruturados é brilhante, mesmo aqueles que parecem não passar de um simples caso da semana acabam por ter algum elemento que mais tarde acaba por entrar na história principal e os minutos finais deixam-nos sempre com água na boca e desejosos de saber o que vem a seguir. Os argumentistas também sabem construir mistérios como ninguém e o resultado é sempre satisfatório e, ao contrário de Lost, lá vamos tendo algumas respostas.

Para acrescentar à qualidade, temos interpretações incríveis do elenco principal constituído por  John Noble, Anna Torv e Joshua Jackson que se adaptam facilmente ás várias facetas das suas personagens que vão surgindo ao longo das quatro temporadas.

A História


Durante uma investigação o parceiro de Olivia Dunham, uma agente do FBI, é contagiado com uma doença rara para a qual ninguém, para além de um tal Dr. Walter Bishop, parece saber tratar. O problema é que o cientista está internado num asilo há 17 anos e só pode ser visitado por família directa. O único que se encaixa no perfil é Peter Bishop, o seu único filho que preferia nunca mais voltar a ouvir falar do pai. Numa tentativa desesperada de tentar salvar o parceiro Olivia viaja até Baghdad, onde Peter se encontra a conduzir negócios obscuros, para o convencer a libertar o pai do asilo. Peter aceita ajudar Olivia sob ameaça de a sua localização ser divulgada.


E é aqui que começa a loucura. Ao longo da primeira temporada vamos descobrindo que Walter Bishop conduziu com o seu amigo William Bell (o misterioso e desaparecido fundador da Massive Dynamic, uma empresa de tecnologia com fundos ilimitados) várias experiências na área da "Ciência Marginal" para tentar tornar realidade algumas "impossibilidades" como controlo mental, teletransporte ou mutações genéticas. Os casos que a equipa investiga estão todos relacionados com o "Padrão" um reavivamento destas experiências que usa o mundo como laboratório. A própria Olivia e até Peter acabam por se revelar vítimas das fronteiras que Walter e William atravessaram com o seu trabalho e, ao longo das temporadas, passámos de casos isolados e relativamente simples como gravidezes aceleradas e cabeças explosivas a universos múltiplos e à guerra eminente entre eles.

As personagens

Olivia Dunham (Anna Torv)


Walter Bishop (John Noble)


Peter Bishop (Joshua Jackson)


Philip Broyles (Lance Rednick)


Astrid Farnsworth (Jasika Nicole)


Nina Sharp (Blair Brown)


Trailer




A quarta temporada de Fringe está a passar na RTP2 à Quinta-Feira ás 22:45.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Sete Palmos de Terra (2001-2005)

O fim da década aproxima-se (bem, se formos a ser rigorosos, ela só acaba no próximo ano, mas adiante) e, um pouco por todo o lado, começam a surgir as listas do melhor que se fez nestes últimos 10 anos. Contudo há uma série que não tem recebido assim tantas menções, vai-se lá saber porquê, e essa série é Sete Palmos de Terra.



Tenho de admitir que descobri a série um pouco tarde. Conhecia-a, mas nunca me tinha despertado grande interesse até descobrir que foi aqui que Michael C. Hall iniciou a sua carreira televisiva. Como a grande fã de Dexter que sou, tinha de ver esse grande actor noutro papel, e não fiquei desapontada. É o exemplo perfeito da história que impressiona sem se levar demasiado a sério. É-nos apresentado um olhar extremamente macabro sobre a morte e a forma como cada um lida com ela. Para alguns é um trabalho e um negócio, para outros um drama e, em não raras ocasiões, apenas um inconveniente. As conversas da família ou amigos do falecido com os sócios da Fisher and Sons são alguns dos melhores momentos que Sete Palmos de Terra nos apresenta, sobretudo pela veracidade das emoções das famílias e amigos dos falecidos.

Contudo, a série brilha nos momentos de humor. Por muito complicada que fique a situação, há sempre um momento, quase sempre absurdo, que reduz a seriedade.

Um dos aspectos que melhor caracteriza a série é a falta de fronteiras. Não há limites, em nenhum sentido. Os mortos falam com os vivos, maldizem a vida, a morte e os entes queridos. Já no mundo dos vivos, nada parece estar fora do alcance. Ao longo das 5 temporadas há relações gays, lésbicas e séniores, viciados em drogas e sexo e doidos varridos. Grande parte da história passa-se nas cabeças das personagens e são constantes os sonhos acordados.

Sete Palmos de Terra é, no fundo a representação do absurdo da morte e do nada da vida.



A história

Nathaniel Fisher, a sua mulher Ruth, e os seus filhos, Nate, David e Claire, são donos de uma casa funerária que oferece o melhor serviço da zona. Nate regressa a casa para o Natal quando o seu pai é morto por um autocarro e tem de ficar para ajudar o irmão David a gerir o negócio da família.


Alguns dos melhores momentos





















É só mesmo uma amostra senão não saia daqui.

Não percam de 2º a 6º na Fox Next ás 00:05!